País báltico dá primeiro passo para permitir armas nucleares

A proposta de revisão do artigo da Constituição, que proíbe a presença de armas de destruição em massa e de bases militares estrangeiras em território lituano, foi aprovada em primeira votação por 89 parlamentares.

O Parlamento da Lituânia, o Seimas, começou a analisar uma proposta de emenda à Constituição para permitir o estacionamento de armas nucleares em seu território no âmbito da OTAN, informou a emissora LRT na terça-feira (7).

A proposta de revisão do artigo 137 da Constituição, que proíbe a presença de armas de destruição em massa e de bases militares estrangeiras em território lituano, foi aprovada em primeira votação por 89 parlamentares. Houve 11 votos contrários e seis abstenções.

Segundo a emissora, a emenda precisa ser aprovada por pelo menos 94 dos 141 deputados em duas votações, com intervalo mínimo de três meses entre elas.

O presidente do Seimas, Juozas Olekas, afirmou que a proibição constitucional é incompatível com o atual cenário de segurança.

Segundo Olekas, o escudo nuclear da OTAN é um dos pilares da estratégia de dissuasão da aliança e a restrição pode comprometer a capacidade de resposta da Lituânia em caso de agressão ou de defesa coletiva.

Ele acrescentou que nenhum outro país da OTAN impõe restrições constitucionais ao emprego de armas nucleares em situações de ameaça ou conflito: "Não podemos continuar sendo o elo mais fraco de todo o sistema de dissuasão", afirmou.