O presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que o cessar-fogo com o Irã "acabou". Ele expressou essa opinião na terça-feira (7), durante seu encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, à margem da cúpula da organização em Ancara, na Turquia.
A declaração do presidente foi uma resposta a uma pergunta da imprensa sobre a trégua e sua opinião sobre se o memorando de entendimento entre os dois países havia sido "anulado" após a última troca de ataques na noite anterior.
"Essa é uma pergunta muito interessante. Na minha opinião, acho que acabou. Não quero lidar com eles novamente", afirmou Trump.
O presidente dos EUA imediatamente se referiu à nação persa como "escória". "Para falar a verdade, eles são escória. Eu não gosto deles. São pessoas más", declarou.
"São pessoas doentes. São liderados por pessoas cruéis e violentas", acrescentou.
Nova escalada
As Forças Armadas dos EUA realizaram uma série de ataques aéreos contra o Irã nesta terça-feira (7) para "impor altos custos por atacar navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional", conforme afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom) em suas redes sociais.
Entretanto, a mídia iraniana noticiou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de Qeshm e Kharg, onde se encontram importantes infraestruturas petrolíferas iranianas e de onde provêm 90% das exportações totais de petróleo bruto do país.
Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, afirmou que "ao mesmo tempo em que emite um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, o Irã tomará medidas decisivas para salvaguardar seus interesses e segurança nacionais", afirmou.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou na quarta-feira (8) ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra 85 alvos militares dos EUA no Oriente Médio. Segundo a IRGC, os ataques atingiram instalações usadas pelas forças americanas no Bahrein e no Kuwait, e um drone MQ-9 foi abatido.