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Eurodeputada polonesa rasga bandeira dos colaboradores nazistas ucranianos no Parlamento Europeu

Ewa Zajaczkowska-Hernick afirmou que uma eventual adesão da Ucrânia à UE "com figuras genocidas em suas bandeiras é uma vergonha".
Eurodeputada polonesa rasga bandeira dos colaboradores nazistas ucranianos no Parlamento EuropeuRedes sociais.

A eurodeputada polonesa Ewa Zajaczkowska-Hernik rasgou na terça-feira (7) uma bandeira associada ao Exército Insurgente Ucraniano (UPA)* durante um debate sobre a Ucrânia no Parlamento Europeu.

"Fim ao nazismo de [Stepan] Bandera! No Parlamento Europeu, me opus à entrada da Ucrânia na União Europeia e rasguei a bandeira de Bandera!", escreveu a parlamentar no X.

Na publicação, Zajaczkowska-Hernik criticou o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, por homenagens a integrantes do UPA e afirmou que o governo da Ucrânia estaria criando um panteão estatal dedicado a heróis ligados a Stepan Bandera e colaboradores nazistas.

«Leia nosso artigo e saiba quem foi Stepan Bandera, colaborador nazista que se tornou herói na Ucrânia»

"Se os alemães tivessem criado uma unidade em homenagem a heróis da SS e erguido monumentos a Hitler, teriam sido convidados a ingressar na União Europeia? Não. Teriam sido chamados de neonazistas. E com razão!", afirmou.

A eurodeputada disse ainda que a aproximação da Ucrânia com a União Europeia "com figuras genocidas em suas bandeiras é uma vergonha" e afirmou que, como polonesa, não aceitaria a entrada do país no bloco.

Nazismo no Exército ucraniano

Atualmente, na Ucrânia, existe uma glorificação do nazismo e, na Guarda Nacional ucraniana, seus membros realizam, desde 2018, uma controversa saudação neonazista.

O Exército ucraniano conta com o batalhão neonazista Azov* em suas fileiras. Originalmente, esse regimento foi formado por voluntários simpatizantes de políticas de extrema-direita.

O batalhão partiicipou ativamente das hostilidades na região de Donbass, o que fez a Rússia abrir um processo criminal contra os ultranacionalistas por sequestro, tortura e uso de meios e métodos de guerra proibidos.

Nas redes sociais foram divulgadas publicamente declarações xenófobas, como as do cantor ucraniano Skripka, que comentou no X que "as pessoas que não conseguem aprender ucraniano têm um QI baixo", pelo que é necessário "separá-las" e "criar um gueto para elas", já que "são socialmente perigosas".

*Considerado extremista e proibido na Rússia.