O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou o comunismo 81 vezes nas últimas duas semanas, segundo levantamento da Reuters divulgado nesta terça-feira (8).
O aumento dos ataques vem após as eleições primárias do Partido Democrata realizadas no dia 23 de junho, nas quais candidatos da ala progressista venceram disputas em estados como Nova York, Colorado, Kentucky, Ohio e Texas.
Desde então, Trump tem classificado alguns dos candidatos como "comunistas radicais", "sem Deus", entre outros insultos.
Os políticos, no entanto, se identificam como socialistas democráticos, como é o caso do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e defendem propostas como aumento de impostos para os mais ricos, redução dos gastos militares, oposição ao financiamento dos Estados Unidos a Israel e a extinção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).
"Ameaça existencial"
Em discurso durante as comemorações do Dia da Independência dos Estados Unidos, em 4 de julho, Trump comparou o comunismo a um câncer e afirmou que ele deveria ser eliminado rapidamente.
Nos últimos dias, o presidente também abordou o tema durante conversa com jornalistas no Salão Oval, na inauguração da Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, em Dakota do Norte, e em eventos realizados no Monte Rushmore e no National Mall, em Washington.
Em uma dessas ocasiões, afirmou que o comunismo representa "a ameaça mais séria ao nosso país desde sua existência" e uma "ameaça mortal à liberdade americana".
A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que a "adoção do socialismo e do comunismo pelos democratas" representa uma "ameaça existencial" aos Estados Unidos e disse que Trump continuará destacando diferenças entre essas propostas e sua agenda "America First".