O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (8), que, após se recusar a participar da agressão conjunta lançada por Washington e Tel Aviv contra Teerã em fevereiro passado, a OTAN agora está "muito ansiosa" para ajudar nessa frente.
"Quando tiveram a oportunidade de ajudar, optaram por não fazê-lo. Mas estamos nos esquecendo disso. E agora querem ajudar. Todos querem participar, querem ajudar no Irã a todo custo", disse o presidente a repórteres a bordo do Air Force One.
As forças americanas lançaram uma nova onda de ataques contra o país persa por, segundo a Casa Branca, bombardear embarcações civis que cruzavam o Estreito de Ormuz.
Apesar do espírito de cooperação que, em suas palavras, a Aliança Atlântica demonstrou, Trump afirmou que seu país não precisa de ajuda porque se trata de "coisas pequenas". "Nós realmente não precisamos de ajuda. São coisas pequenas, não precisamos de ajuda", disse ele.
Nova escalada
As Forças Armadas dos EUA bombardearam território iraniano pelo segundo dia consecutivo. No dia anterior, Washington afirmou que os ataques tinham como objetivo "impor um alto preço" à República Islâmica por supostamente atacar navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
"As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) iniciaram uma série de ataques poderosos contra o Irã para impor pesados custos por atacar e alvejar navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional", disse a agência em suas redes sociais.
Entretanto, a mídia local iraniana noticiou explosões na cidade portuária de Sirik, bem como na ilha de Qeshm, em Bandar Abbas e na ilha de Jarg, onde se localiza a principal infraestrutura petrolífera iraniana e de onde são gerenciados 90% do total das exportações de petróleo bruto do país.