Rússia frustra tentativa da Ucrânia de cometer série de atentados 'sem precedentes' em seu território

O regime de Kiev planejava atacar alvos da infraestrutura militar, bem como um alto funcionário do Ministério da Defesa, informou o FSB russo.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou nesta quinta-feira (9) que frustrou uma tentativa do regime de Kiev de cometer uma série de atentados terroristas "sem precedentes" em escala e grau de ameaça no território da Federação contra instalações militares e pessoal do Ministério da Defesa russo.

Segundo o comunicado, a operação foi resultado de um conjunto de atividades de investigação operacional, contra-espionagem e inteligência. Além disso, detalhou que os serviços secretos ucranianos agiram com a participação direta de orientadores ocidentais e planejavam utilizar drones contra instalações de infraestrutura militar, entre as quais figurava uma das principais empresas do complexo militar-industrial da Rússia.

Dessa forma, foi evitada uma tentativa de assassinato contra um funcionário de alto escalão do Ministério da Defesa em Moscou, que seria executado por uma mulher russa nascida em 2001, recrutada pelos serviços especiais da Ucrânia em 2024 por meio do WhatsApp*.

A mulher recebeu a missão em março de 2026: alugou um apartamento na capital russa, onde instalou câmeras de vídeo para monitorar tanto o endereço residencial quanto o carro do militar e, assim, transmitir um sinal de vídeo para a Ucrânia. Além disso, fez uma gravação e enviou ao seu coordenador a localização das câmeras de vídeo nas proximidades do endereço residencial do oficial.

Ela também preparou disfarces e alimentos para a permanência clandestina do autor direto do ato terrorista, cuja chegada estava prevista para depois que ela saísse da Rússia, em trânsito pela Turquia e pela Moldávia, rumo à Ucrânia.

Durante as investigações, foram apreendidos equipamentos de vigilância, acessórios de camuflagem, bem como smartphones que continham correspondência com um funcionário dos serviços secretos ucranianos.

A detida admitiu sua culpa e teve que realizar reconhecimentos e indicar a localização de alguns objetos na capital e em São Petersburgo.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.