Parlamento Europeu condena homenagem de Zelensky a colaboradores nazistas

O assunto já havia provocado uma forte reação da Polônia, cujo presidente retirou a Ordem da Águia Branca de Zelensky, a mais alta distinção estatal concedida em 2023 ao líder do regime de Kiev.

O Parlamento Europeu aprovou, na quarta-feira (8), uma emenda que condena a decisão do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, de batizar uma unidade militar de elite em homenagem ao Exército Insurgente Ucraniano (UPA)*. A organização atuou durante a Segunda Guerra Mundial e suas ações continuam a provocar profundas divergências entre a Ucrânia e a Polônia.

A emenda, incorporada a um relatório sobre o processo de adesão da Ucrânia à União Europeia, foi apoiada por uma ampla maioria dos eurodeputados. O texto descreve a medida como uma "escalada recente, desnecessária e injustificada".

Os parlamentares expressaram seu pesar pelo que consideraram um desrespeito à sensibilidade da Polônia e à dor das famílias das vítimas dos massacres da Volínia entre 1943 e 1945, eventos atribuídos à UPA* e reconhecidos pelo Estado polonês como genocídio.

O Parlamento Europeu também declarou que a decisão de Zelensky prejudica as boas relações de vizinhança entre os dois países e "não está em consonância com os valores europeus", ao mesmo tempo que instou ambas as partes a caminharem rumo à reconciliação e à redução das tensões.

A controvérsia já havia provocado uma forte reação de Varsóvia, levando o presidente Karol Nawrocki a revogar a Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração do Estado polonês, concedida a Zelensky em 2023.

A Ucrânia e o nazismo

* Considerada uma organização extremista e proibida na Rússia.