
Tráfego no Estreito de Ormuz está quase paralisado em meio aos confrontos entre os EUA e o Irã

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz está praticamente paralisado após os EUA atacarem o Irã pelo segundo dia consecutivo, informou a Bloomberg nesta quinta-feira (9), que citam dados de rastreamento marítimo.

De acordo com a reportagem, o tráfego visível no Estreito estava concentrado quase que exclusivamente na margem norte, rota controlada pelas autoridades iranianas.
O corredor omanita, apoiado por Washington, permaneceu praticamente inativo.
Nova escalada
Na terça-feira (7), as Forças Armadas dos EUA realizaram uma série de bombardeios contra o Irã com o objetivo de "impor" à República Islâmica "altos custos" por supostamente ter atacado navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
Entretanto, a mídia iraniana noticiou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de Qeshm e Kharg, onde se encontram importantes infraestruturas petrolíferas iranianas e de onde provêm 90% das exportações totais de petróleo bruto do país.
« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »
Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, afirmou que "ao mesmo tempo em que emite um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, o Irã tomará medidas decisivas para salvaguardar seus interesses e segurança nacionais", afirmou.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou na quarta-feira (8) ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra 85 alvos militares dos EUA no Oriente Médio. Segundo a IRGC, os ataques atingiram instalações usadas pelas forças americanas no Bahrein e no Kuwait, e um drone MQ-9 foi abatido.
