A desvalorização do dólar, que perdeu mais de 10% frente a uma cesta de moedas globais no último ano, tem beneficiado as economias da América Latina. É o que aponta uma avaliação do Citi, da Bloomberg Línea, publicada nesta sexta-feira (10).
Para Ernesto Revilla, economista-chefe do Citi para a América Latina, um dólar mais fraco contribui para a estabilidade e até para a valorização das moedas latino-americanas.
Segundo o economista, a tendência deve persistir no curto e médio prazo, melhorando os termos de troca para os países exportadores de commodities. Nesse cenário, o Citi prevê que o peso colombiano, o peso mexicano e o real brasileiro permaneçam relativamente fortes, apesar das incertezas políticas e econômicas em seus mercados domésticos.
Real e moedas latinas ganham força
Entre as moedas da região, o peso colombiano lidera a valorização frente ao dólar, com alta de 14,6%, de acordo com dados da Bloomberg. Na sequência aparecem o colón costarriquenho (10,17%), o guarani paraguaio (8,58%), o peso dominicano (7,44%), o real brasileiro (6,95%), o peso mexicano (2,64%) e o quetzal guatemalteco (0,54%).
Em sentido oposto, as maiores desvalorizações foram registradas pelo peso uruguaio (-3,22%), peso chileno (-2,80%), peso argentino (-2,43%), lempira hondurenha (-1,69%) e sol peruano (-1,13%).