'Eles serão um alvo legítimo': Irã alerta países contra uso de seus territórios pelos EUA em ataques

Governo do Irã pediu que terceiros não participem nem colaborem com países envolvidos em ataques contra seu território.

O Irã pediu a outros países que não permitam o uso de seus territórios pelos Estados Unidos para a realização de ataques contra o país, informou neste domingo (12) a Chancelaria iraniana.

Segundo Teerã, os territórios empregados nessas ações poderão se tornar "um alvo legítimo para as ações defensivas" do Irã.

"Ao mesmo tempo que reafirma sua determinação de defender a soberania e a integridade territorial do Irã diante de qualquer agressão militar por parte dos Estados Unidos ou de qualquer outro agressor, a República Islâmica do Irã adverte contra qualquer forma de participação ou cooperação com as partes agressoras", diz o comunicado emitido pela Chancelaria iraniana.

A declaração estabelece que países que permitirem o uso de seus territórios em operações contra o Irã poderão ser incluídos na resposta de Teerã.

Escalada entre Estados Unidos e Irã

O alerta acontece em meio à escalada militar entre Estados Unidos e Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que suas forças atacaram 140 alvos iranianos durante a noite de sábado (11) para domingo (12), na terceira rodada de ataques contra o país.

Segundo o CENTCOM, a operação ocorreu após a Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica deter, mediante disparos, uma embarcação estrangeira no estreito de Ormuz.

Os ataques fazem parte da escalada iniciada na terça-feira (8), quando Washington retomou os bombardeios com o objetivo de "impor" a Teerã "custos elevados" por supostos ataques contra navios mercantes na região.

Em resposta, o Irã lançou mísseis balísticos contra instalações militares dos Estados Unidos na base aérea Príncipe Hassan, na Jordânia. Teerã também realizou ataques com drones contra um sistema de mísseis Patriot, um depósito de munições e uma estação de radar do Exército norte-americano no Kuwait.

Além disso, drones suicidas atingiram um sistema de comunicações e uma estação de radar das forças dos Estados Unidos no Bahrein.