
Gustavo Petro veta cerimônia de posse de sucessor em base militar na Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, proibiu, no domingo (12), a realização da cerimônia de posse de seu sucessor, Abelardo De la Espriella, em uma instalação militar.

A decisão baseia-se na legislação vigente, que estipula que o ato de investidura deve ocorrer obrigatoriamente perante o Congresso Nacional, na sede do Legislativo em Bogotá.
"De acordo com meus poderes constitucionais e legais, ordeno que nenhum estabelecimento militar seja usado para a posse de um presidente da República da Colômbia", escreveu Petro em sua conta no X.
A disputa pelo formato da solenidade, marcada para o dia 7 de agosto, reflete a postura política de De la Espriella.
Sem maioria parlamentar para aprovar mudanças, o presidente eleito solicitou ao novo Congresso — que inicia seus trabalhos em 20 de julho — uma autorização especial para que a posse ocorra em uma guarnição militar.
A resistência do governo atual é reforçada por argumentos técnicos. Especialistas e juristas apontam que a logística para o deslocamento de todos os membros do Congresso até uma base militar seria complexa e dificultaria a execução do rito oficial.
- No dia 24 de junho, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia ratificou os resultados do segundo turno das eleições presidenciais e confirmou a vitória do conservador Abelardo de la Espriella.
