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China lança sério alerta ao Panamá em meio às tensões diplomáticas

Pequim defendeu as inspeções de controle estatal que realiza regularmente em seus portos.
China lança sério alerta ao Panamá em meio às tensões diplomáticasGettyimages.ru / ugurhan

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, emitiu nesta segunda-feira (13) um forte alerta contra embarcações de bandeira panamenha que costumam atracar nos portos chineses.

"Desde janeiro, as embarcações de bandeira panamenha, que representam menos de 20% de todas as embarcações estrangeiras que chegam aos portos chineses, causaram cerca de 50% dos acidentes e as consequentes mortes/desaparecimentos de pessoas", indicou.

A China defendeu seu direito de fortalecer as inspeções portuárias a embarcações comerciais vindas do país Centro-Americano, em um momento em que as autoridades panamenhas e americanas alegam que essas revisões constituem medidas punitivas, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

O porta-voz afirmou que as inspeções portuárias têm como objetivo "garantir a segurança e a ordem do tráfego marítimo e prevenir a poluição marinha", e ressaltou que seu país cumprirá as regulamentações internacionais nessa matéria "de forma legal e responsável".

As declarações acontecem dias depois de Pequim enviar seu novo embaixador ao país latino-americano, com a missão de "caminhar na mesma direção, superando interferências, fortalecendo a confiança política, e promover intercâmbios e cooperação em todas as áreas para que as relações binacionais possam abrir, a partir do que foi conquistado, novos horizontes", segundo a embaixada da China no Panamá.

Retomada do canal

Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem defendido que os Estados Unidos retomem o controle do Canal do Panamá, administrado pelo país centro-americano desde 1999.

O presidente afirma que o controle da via é necessário para conter a influência de outras potências na região, como a China, que participa de projetos de infraestrutura na América Latina e no Caribe.

Em abril, o secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que o país precisa de acesso militar e comercial ao Canal do Panamá.