Notícias

Kremlin: Washington sinaliza disposição para retomar mediação do conflito ucraniano

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, essaltou que os canais de diálogo permanecem abertos e que a Rússia está monitorando atentamente as novas sanções impostas pelos EUA.
Kremlin: Washington sinaliza disposição para retomar mediação do conflito ucranianoGettyimages.ru / Mikhail Davidovich

Conforme declarado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quarta-feira (15)  há sinais de que o governo dos Estados Unidos estaria disposto a restabelecer esforços de mediação no conflito ucraniano. 

"Observamos que os americanos estão atualmente preocupados com outros assuntos. Para nosso pesar comum, a situação na região do Golfo Pérsico está longe de ser estável e, pelo contrário, entrou novamente em uma fase de deterioração, o que inevitavelmente gera preocupação global", disse ele.

O porta-voz afirmou que pelos canais de comunicação abertos "estamos constantemente recebendo sinais de que os americanos ainda estão dispostos a continuar seus esforços em busca de uma solução para o conflito ucraniano, assim que seus problemas estiverem resolvidos".

Peskov também enfatizou que o Kremlin está ouvindo, registrando e analisando atentamente as declarações dos EUA sobre as novas sanções contra a Rússia.

  • Os Estados Unidos e o Irã têm trocado ataques militares há vários dias em meio a uma nova escalada que incluiu ataques aéreos dos EUA em território iraniano e ataques retaliatórios de Teerã contra bases americanas na região. O Comando Central dos EUA anunciou a retomada do bloqueio naval contra portos iranianos.
  • Com relação à resolução do conflito ucraniano, a Rússia nunca rejeitou o diálogo, mas explicou em diversas ocasiões que a única maneira de alcançar a paz é através da eliminação das causas profundas da crise; o retorno da Ucrânia a um status neutro fora dos blocos; a desmilitarização e a desnazificação do país; o respeito por parte de Kiev aos direitos e liberdades linguísticas, culturais e religiosas dos russos, dos cidadãos de língua russa e dos representantes das minorias nacionais; bem como o reconhecimento das realidades territoriais atuais, que foram formadas como resultado da aplicação do direito dos povos à autodeterminação.