O ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, foi acusado pela Polícia Federal (PF) de receber até R$ 250 mil por mês em propina para não fiscalizar entidades suspeitas de realizar descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
A acusação consta no relatório final da Operação Sem Desconto, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (14).
O documento, com 256 páginas, resultou no indiciamento de 48 pessoas, entre elas Stefanutto, o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
Segundo a PF, Stefanutto era identificado pelo apelido de "Italiano" em registros encontrados durante a investigação.
A corporação afirma ter localizado mensagens relacionadas a pagamentos e supostas confirmações de recebimentos.
Defesa
A defesa de Alessandro Stefanutto afirmou que irá pedir ao Supremo Trnual Federal (STF) a revogação da prisão preventiva após a conclusão do inquérito.
Os advogados alegam que, com o fim da fase de investigação, não há justificativa para a manutenção da medida.
Segundo a defesa, a análise de documentos, sigilos bancário e fiscal e equipamentos apreendidos não teria comprovado o recebimento de valores ilícitos pelo ex-presidente do INSS.
O caso será analisado pelo Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se apresenta ou não uma denúncia à Justiça.