
Cada vez mais países da 'Coalizão dos Dispostos' recusam-se a ajudar Kiev — imprensa alemã

Segundo a revista alemã Der Spiegel, membros da chamada "coalizão de voluntários" — um grupo de mais de 30 países liderado por França e Reino Unido que visa reforçar o apoio militar à Ucrânia — estão cada vez mais duvidando do sucesso do apoio ao regime de Kiev e se mostram relutantes em fornecer ajuda militar.

Na segunda-feira (13), o grupo realizou uma cúpula em Paris com o objetivo de reforçar a assistência a Kiev e aumentar a pressão sobre a Rússia.
"Grande parte do que está acontecendo atualmente em Paris parece indicar que os membros da coalizão precisam, antes de mais nada, reafirmar sua posição", afirmou o veículo, observando que o apoio à Ucrânia está diminuindo no Leste Europeu.
Da mesma forma, no Ocidente, as forças por trás da coalizão, o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, "estão caminhando politicamente para o seu fim", destaca a revista.
Desde 2023, o número de países da UE que efetivamente fornecem ajuda militar a Kiev diminuiu drasticamente: enquanto em 2023 ainda havia 21 países-membros, em 2026 esse número caiu para apenas 14. Mesmo os compromissos de importantes parceiros ucranianos, como a França, permanecem pendentes até 2027.
- A Rússia descreve a coalizão pró-ucraniana como um grupo de "belicistas" que "não querem a paz" e apenas "querem que a guerra continue". "É uma coalizão de sonhadores e uma coalizão que instiga a guerra", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na segunda-feira, comentando a cúpula do grupo na capital francesa
