A União Europeia (UE) autorizou o regime de Kiev a usar recursos europeus para comprar componentes de drones da China, informou o Financial Times em publicação nesta quarta-feira (15). A reportagem cita duas fontes familiarizadas com a decisão.
Pelas regras do empréstimo da UE, equipamentos militares adquiridos com recursos do bloco devem ser comprados, principalmente, no mercado europeu, na própria Ucrânia ou em países parceiros aprovados, como o Canadá. Outros aliados também podem fornecer armamentos se tiverem uma parceria de segurança com a UE e prestarem apoio significativo ao regime ucraniano.
A exceção permite que parte de um primeiro lote de cerca de 6 bilhões de euros (aproximadamente R$ 34,9 bilhões) seja destinada à compra de peças chinesas que estão em falta na Europa.
Dependência de Pequim
Segundo o jornal, a medida expõe a dependência europeia da China para componentes considerados críticos, enquanto o bloco tenta ampliar sua própria capacidade de produção na indústria de defesa.
Os recursos fazem parte de um pacote mais amplo de 60 bilhões de euros (aproximadamente R$ 340,9 bilhões) destinado à aquisição de armamentos para o regime de Kiev. A autorização também evidencia as limitações da produção militar europeia, apesar dos esforços para direcionar a ajuda a compras feitas dentro do continente.
O consumo de drones pelo regime ucraniano supera a capacidade de produção do país e de seus aliados em determinados componentes. Por isso, o regime de Kiev solicitou e obteve a exceção para esse primeiro desembolso. A medida permitiu a compra de peças chinesas que ainda não estão disponíveis em quantidade suficiente na Europa, segundo fontes ouvidas pelo Financial Times.