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Milei se pronuncia sobre polêmica da bandeira das Malvinas na Copa do Mundo

O presidente argentino afirmou que a faixa exibida após a vitória sobre a Inglaterra refletiu a emoção dos jogadores, e não um ato de política externa.
Milei se pronuncia sobre polêmica da bandeira das Malvinas na Copa do MundoGettyimages.ru / Nick Potts/PA Images

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quinta-feira (16) que entende a atitude dos jogadores da seleção que exibiram uma bandeira com a frase "As Malvinas são argentinas" após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, uma eventual punição deve ser apenas financeira.

Em entrevista à Rádio El Observador, Milei disse que o gesto foi motivado pela emoção, e não deve ser interpretado como um ato de política externa.

"É um sentimento que está dentro de todos os argentinos e é perfeitamente válido e legítimo que eles queiram se expressar. Mas isso não deve levar a interpretações equivocadas: um jogo de futebol é um jogo de futebol", afirmou.

O presidente estimou que, "no pior dos casos", a Argentina poderá receber uma multa de cerca de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 153 mil). Ele também descartou consequências esportivas para a seleção.

Pedido de investigação

As declarações foram dadas após o governo britânico pedir à FIFA que investigue o episódio. Londres considera que a bandeira pode violar as regras que proíbem manifestações políticas durante partidas.

Um porta-voz de Downing Street afirmou que cabe exclusivamente à FIFA decidir sobre uma eventual punição. Políticos britânicos também defenderam sanções mais severas, incluindo a suspensão de jogadores para a final.

A discussão envolve o artigo 4 das Regras do Jogo da International Football Association Board (IFAB), que proíbe mensagens, imagens ou slogans de caráter político, religioso ou pessoal no equipamento dos atletas.

Via diplomática

Milei também rejeitou tentativas de relacionar a partida contra a Inglaterra à Guerra das Malvinas, travada em 1982.

Sem citar a vice-presidente Victoria Villarruel, o presidente voltou a criticar "slogans baratos, populistas e nacionalistas ultrapassados" e defendeu que a disputa pela soberania das ilhas seja conduzida pela diplomacia.

"As Malvinas são argentinas. Vamos recuperá-las no plano diplomático e com inteligência na atuação", declarou.

O presidente acrescentou que o técnico Lionel Scaloni e ex-combatentes também defenderam que a partida fosse tratada apenas como um evento esportivo.