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Tráfego no Estreito de Ormuz cai após retomada de bloqueio naval dos EUA contra Irã

A circulação de navios pelo estreito diminuiu em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico. Dados indicam menor passagem de embarcações, enquanto forças americanas interceptaram navios na região.
Tráfego no Estreito de Ormuz cai após retomada de bloqueio naval dos EUA contra IrãGettyimages.ru / Anadolu

A navegação pelo Estreito de Ormuz desacelerou após os EUA retomarem o bloqueio naval a portos iranianos, em meio à intensificação das ações militares entre os dois países no Golfo Pérsico, segundo a Reuters.

Dados da consultoria Kpler mostram que nove embarcações atravessaram o estreito na quarta-feira, ante 13 no dia anterior.

O levantamento também indica que nenhum petroleiro de grande porte (VLCC) ou navio transportando gás natural liquefeito (GNL) passou pela rota no período.

O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que interceptou um petroleiro vazio que seguia para a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano, após a embarcação desrespeitar repetidos avisos.

Segundo o Centcom, desde terça-feira (14) duas embarcações foram desviadas e outra foi paralisada.

Nova escalada 

  • Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
  • De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
  • Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
  • O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.