A cidade de Nova York, vizinha de Nova Jersey, onde será disputada a final da Copa do Mundo no domingo (19), registrou nesta semana a pior qualidade do ar do planeta em razão da fumaça provocada pelos incêndios florestais no Canadá.
O fenômeno também afetou grandes centros como Detroit, Chicago, Minneapolis e Toronto, colocando a América do Norte no topo do ranking global de poluição atmosférica.
Segundo dados da plataforma IQAir, divulgadas pela agência Reuters, as cidades norte-americanas concentraram os piores índices de qualidade do ar entre 9 e 16 de julho.
Na quinta-feira (16), havia 858 incêndios ativos no Canadá, dos quais 111 estavam fora de controle, principalmente nas províncias de Manitoba, Saskatchewan e Ontário.
Fumaça e tensão
A fumaça se espalhou do centro do Canadá para o Meio-Oeste e o Nordeste dos Estados Unidos, onde cerca de 58 milhões de pessoas vivem em áreas com níveis considerados prejudiciais à saúde.
O episódio também elevou a tensão política entre os dois países. O senador republicano Bernie Moreno anunciou que apresentará um projeto para sancionar o Canadá e autoridades do país, acusando Ottawa de negligenciar o manejo das florestas.
O presidente Donald Trump foi além e afirmou que pretende incluir os custos da poluição causada pela fumaça nas tarifas aplicadas aos produtos canadenses, responsabilizando o país pela deterioração da qualidade do ar nos Estados Unidos.
A expectativa, porém, é de que a chegada de chuva reduza a concentração de fumaça antes da decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, em Nova Jersey, prevista para receber mais de 80 mil torcedores.