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Xenofobia de Kiev é 'sem paralelo no mundo moderno', dispara Moscou

Em reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre 'O Reinado do Terror: Crimes do Regime de Kiev na Ucrânia e Além', representante russa acusou governo ucraniano de institucionalizar discriminação.
Xenofobia de Kiev é 'sem paralelo no mundo moderno', dispara MoscouGettyimages.ru / Dogukan Keskinkilic/Anadolu Agency

A representante permanente adjunta da Rússia na ONU, Anna Evstigneeva, afirmou nesta sexta-feira (17) que as manifestações de xenofobia promovidas pelo regime de Kiev contra a população de língua russa são "praticamentesem paralelo no mundo moderno".

A declaração foi feita durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas intitulada "O Reinado do Terror: Crimes do Regime de Kiev na Ucrânia e Além".

A diplomata lembrou que desde 2014 Kiev tem adotado medidas para restringir o uso da língua russa em áreas como educação, mídia, cultura e vida pública.

Isso acontece mesmo contra a própria população, já que milhões de cidadãos ucranianos têm o russo como idioma de uso cotidiano, incluindo pessoas de diferentes grupos étnicos, embora sua utilização continue limitado pela legislação do país.

Discriminação institucionalizada

Evstigneeva argumentou que as autoridades do regime de Kiev construíram, ao longo dos últimos anos, um arcabouço legal que serviria de "cobertura jurídica para o genocídio de um grupo étnico" e configura uma "grave violação do direito internacional".

Essa política teria atingido, prosseguiu, seu ponto máximo em junho de 2026, quando uma nova legislação retirou do idioma russo as proteções ainda concedidas a outras línguas de minorias nacionais.

A representante russa também lembrou que Kiev proibiu estudantes de falarem russo durante os intervalos escolares e passou a demitir professores que continuem lecionando no idioma.

Enquanto isso, o Ministério da Cultura da Ucrânia promove a retirada sistemática de obras da literatura russa das bibliotecas e que livros estariam sendo queimados publicamente "sob aplausos de radicais nacionalistas".

Neonazistas radicais

Durante o discurso, a diplomata também acusou "forças neonazistas radicais" lideradas pelo usurpador Vladimir Zelensky de tomarem o poder na Ucrânia e de direcionarem sua atuação contra a população russófona do país.

Ela afirmou que o líder do regime de Kiev classificou integrantes da comunidade russa como "indivíduos especiais" e aconselhou aqueles identificados com a cultura russa a deixarem o país "pelo bem de seus filhos e netos".

Segundo Evstigneeva, muito antes do início da guerra, as autoridades do regime já tratavam os falantes de russo como "cidadãos de segunda classe" e "sub-humanos".