Notícias

Entenda por que as mulheres têm maior risco de Alzheimer e como prevenir a doença

A maior incidência da doença entre mulheres pode estar relacionada às alterações hormonais da menopausa. Especialistas também destacam hábitos que contribuem para a saúde cerebral.
Entenda por que as mulheres têm maior risco de Alzheimer e como prevenir a doençaGettyimages.ru / ljubaphoto

Embora não seja possível garantir a prevenção do Alzheimer, a ciência aponta medidas que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença. O portal g1 divulgou um material baseado nas percepções da neuroscientista Lisa Mosconi, uma das principais pesquisadoras da saúde cerebral feminina. 

Por que as mulheres merecem atenção especial? 

Segundo pesquisas, dois terços dos diagnosticados com Alzheimer são mulheres. Por isso, o público feminino precisa prestar atenção especial à saúde, especialmente entre 45 e 50 anos, período em que a menopausa pode desencadear alterações associadas ao aumento do risco do Alzheimer

Cientistas sugerem que o surgimento da doença pode ser provocado pela queda do estrogênio ligada à menopausa. Este hormônio é considerado vital para a saúde cerebral por ele contribuir para o fornecimento de energia ao cérebro, o fluxo sanguíneo, a redução das inflamações e o funcionamento dos neurônios.

A revelação de que o Alzheimer surge muitos anos antes do começo dos sintomas dá um prazo para não apenas prever o desenvolvimento da doença, mas para identificá-la precocemente.

Uma pesquisa em andamento nos Estados Unidos busca detectar, por meio de exames de sangue, alterações associadas ao Alzheimer antes do surgimento dos sintomas. Espera-se que o exame chegue ao Brasil nos próximos anos. 

Elementos essenciais da rotina saudável 

Segundo Lisa Mosconi, o que mais contribui para preservar a saúde do cérebro é uma rotina saudável. São comportamentos como atividade física, alimentação cheia de produtos naturais, com baixo consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados, dormir bem, evitar maus hábitos e controlar o estresse. 

Vale ressaltar que o estresse merece atenção especial — quando se torna crônico, aumenta o nível de cortisol, um hormônio que favorece processos inflamatórios e prejudica a memória. 

A pesquisadora ressalta o papel dos exercícios para o cérebro, inclusive ler, estudar, aprender novas habilidades etc., como uma ferramenta para estimular o cérebro e assim retardar a degradação intelectual