
Exército dos EUA revela defeitos e atrasos na produção do míssil hipersônico da Lockheed Martin

O exército americano está sofrendo com atrasos no programa do míssil hipersônico Dark Eagle, da Lockheed Martin, devido a "defeitos de qualidade" na produção, informou a Bloomberg na segunda-feira (20).
O responsável pelo programa, o tenente-general Frank Lozano, revelou que a equipe trabalha para corrigir falhas na linha de produção e ressaltou que apenas reparar os mísseis não basta.
Segundo o tenente-coronel, é preciso identificar as causas para impedir que voltem a ocorrer. A entrega do restante do lote inicial do Dark Eagle, o primeiro hipersônico dos EUA, depende da solução dessas falhas.

Lozano afirmou que a Lockheed Martin deve levar cerca de dois meses para entregar os dois últimos mísseis dos oito necessários para tornar a unidade de Fort Lewis-McChord, no estado de Washington, pronta para combate.
O Escritório de Prestação de Contas do Governo (GAO) advertiu que Exército e Marinha terão dificuldade para manter a produção e a qualidade enquanto os processos de fabricação não forem estabilizados.
A responsável pelas aquisições do órgão, Shelby Oakley, afirmou que o GAO já havia relatado "problemas de qualidade e produção que atrasaram testes e entregas de mísseis".
A demora expõe as dificuldades dos EUA no desenvolvimento de armas hipersônicas, apesar dos mais de US$ 12 bilhões investidos desde 2018.
O GAO estima que outros US$ 50 bilhões ainda serão destinados ao programa hipersônico do Exército e ao Conventional Prompt Strike, da Marinha.
A modernização de três destróieres da classe Zumwalt para operar esses mísseis já registra um atraso de 24 meses.
