
Novo primeiro-ministro britânico aprova uso de bases do Reino Unido para ataques contra Irã

O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, deu sinal verde para manter a política adotada por seu antecessor, Keir Starmer, que autoriza os Estados Unidos a usar bases militares britânicas para ataques defensivos contra o Irã, informou a Bloomberg na terça-feira (21).
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Starmer, que inicialmente se recusou a permitir que os EUA lançassem ataques contra o território iraniano a partir da base de Diego Garcia, mas depois voltou atrás, presidiu uma reunião na última sexta-feira (17) com altos oficiais e ministros para avaliar a política britânica após a retomada das operações americanas, segundo a mesma fonte.
O governo britânico afirma que Washington pode usar essas instalações para conduzir "operações defensivas", que, segundo a posição oficial de Londres, têm como objetivo enfraquecer as capacidades militares de Teerã ou reduzir os riscos no Estreito de Ormuz.
Anteriormente, o The Telegraph noticiou que Donald Trump pressionava Burnham para garantir a continuidade dos ataques contra o Irã a partir de território britânico, com especial interesse em manter o acesso à RAF Fairford e ao atol de Diego Garcia, este último considerado um elemento-chave na estratégia de Washington para o Oriente Médio.
Na segunda-feira (20), Trump conversou por telefone com Burnham e descreveu a conversa como "muito boa", embora não tenha mencionado se discutiram o uso de bases militares. O presidente americano afirmou que abordaram diversas questões de interesse mútuo, sem fornecer detalhes.
Confronto se intensifica
- Estados Unidos e Irã vêm trocando ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que incluiu bombardeios norte-americanos contra o território iraniano e represálias de Teerã contra bases dos Estados Unidos na região. O Comando Central dos EUA também anunciou a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos.
- Donald Trump advertiu que os ataques continuarão até degradar as capacidades militares iranianas e ameaçou destruir usinas elétricas, pontes e alvos do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
- Teerã afirma que atua em resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica advertiu que "nem uma única gota de petróleo ou gás" será exportada da região enquanto continuarem as agressões norte-americanas.

