Notícias

Irã divulga alvos atacados em bases americanas em 2 países do Oriente Médio

Os ataques iranianos atingiram duas bases militares dos EUA na Jordânia e no Bahrein.
Irã divulga alvos atacados em bases americanas em 2 países do Oriente MédioRedes sociais

As forças iranianas lançaram uma série de ataques contra alvos dos EUA na Jordânia e no Bahrein, em resposta ao bombardeio ao país na noite de terça (21) para quarta-feira (22), ordenado por Donald Trump.

Segundo o exército iraniano, a ofensiva teve como alvo prédios residenciais, instalações de assistência social e depósitos de equipamentos do exército dos EUA na Base Aérea de Al-Azraq, na Jordânia. Grandes armazéns e galpões de equipamentos, bem como oficinas de manutenção e reparo de aeronaves pesadas americanas, foram atingidos na Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein.

Ataque dos EUA

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) realizou sua décima primeira noite consecutiva de ataques contra alvos iranianos em 21 de julho. De acordo com o comunicado da organização, os alvos incluíam centros de operações militares, instalações para veículos aéreos não tripulados, hangares de aeronaves, infraestrutura logística e capacidades marítimas.

O Comando Central (CENTCOM) explicou que essa ofensiva busca "degradar ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar o trânsito de navios comerciais no Estreito de Ormuz", uma via navegável estratégica para o abastecimento global de energia. 

Confronto se intensifica

  • Estados Unidos e Irã vêm trocando ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que incluiu bombardeios norte-americanos contra o território iraniano e represálias de Teerã contra bases dos Estados Unidos na região. O Comando Central dos EUA também anunciou a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos.
  • Donald Trump advertiu que os ataques continuarão até degradar as capacidades militares iranianas e ameaçou destruir usinas elétricas, pontes e alvos do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
  • Teerã afirma que atua em resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica advertiu que "nem uma única gota de petróleo ou gás" será exportada da região enquanto continuarem as agressões norte-americanas.