
'Não atacaremos Europa, mas se eles tentarem nos atacar, não será uma guerra convencional', diz Lavrov

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reiterou, em declaração à imprensa nesta quarta-feira (22) mais uma vez que Moscou não tem intenção de atacar a Europa; contudo, não ficará de braços cruzados caso ocorra um ataque contra a Rússia.

Ele indicou que Moscou está ciente da militarização que ocorre na Europa.
"O Ministério da Defesa, o Serviço de Inteligência Estrangeira e o próprio presidente comentam regularmente esses processos, que estão militarizando a Europa e a União Europeia, que há muito tempo deixou de priorizar o bem-estar socioeconômico dos cidadãos de seus países-membros", declarou.
Lavrov observou que a Rússia está "tirando as conclusões pertinentes, não apenas de uma perspectiva analítica, mas também em termos de preparação material para qualquer reviravolta".
" O presidente [Vladimir Putin] afimou — embora alguns possam ter esquecido, já que aconteceu há alguns meses — que quando Vladimir Vladimirovich Putin foi questionado sobre os preparativos da União Europeia para a guerra, ele respondeu muito claramente que não temos intenção de atacar ninguém, mas se eles — depois de terem unido mais uma vez toda a Europa sob bandeiras familiares — tentarem nos atacar, não será mais uma guerra convencional. A guerra será diferente", destacou Lavrov.
- O chanceler russo está concedendo uma coletiva de imprensa como parte de sua visita à capital filipina, Manila, onde participa de eventos da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
- De 21 a 23 de julho, Lavrov participará das reuniões de ministros das Relações Exteriores do grupo nos formatos Rússia-ASEAN, Cúpula do Leste Asiático e Fórum Regional da ASEAN.
- Anteriormente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, indicou que a delegação do país, chefiada por Lavrov, apresentaria sua avaliação da situação na região da Ásia-Pacífico, "incluindo o aumento do potencial de conflito na região, em um contexto marcado pela política de militarização da Ásia-Pacífico liderada pelo Ocidente, o destacamento do potencial militar da OTAN nesta parte do mundo e a expansão dos mecanismos do bloco".
