Irã alerta para "humilhação" para Trump em resposta ao seu novo ultimato — Tasnim

O militar iraniano afirmou que os EUA deveriam ter aprendido nos últimos dias que Teerã tem capacidade de lançar ataques "onde e quando quiser".

O Irã atacará instalações de infraestrutura e energia no Oriente Médio caso o presidente dos EUA, Donald Trump, cumpra a ameaça de bombardear uma ponte ou usina iraniana em resposta a ataques contra navios no Estreito de Ormuz. A informação foi publicada nesta quarta-feira (22) pela agência Tasnim, citando uma fonte militar.

"Se os americanos atacarem uma ponte ou usina no Irã, o Irã, por sua vez, atacará infraestrutura e pontes na região, incluindo instalações de energia nas quais os Estados Unidos têm interesses", afirmou a fonte.

Segundo o militar iraniano, Washington deveria ter aprendido nos últimos dias que Teerã tem capacidade de lançar ataques "onde e quando quiser". Ele afirmou ainda que uma eventual decisão de Trump seria uma "aposta arriscada" que terminaria em uma nova "humilhação" para os EUA.

A fonte também declarou que o Irã pretende manter o controle sobre o Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o país, e não permitirá que a hidrovia volte a representar uma ameaça à sua segurança.

Segundo a declaração, a passagem de navios pelo estreito seria segura caso ocorra em coordenação com o Irã e siga as regras estabelecidas por Teerã. Caso contrário, o país manterá sua posição de controlar a rota marítima, considerada essencial para sua segurança de longo prazo.

Ameaças constantes

Na terça-feira (21), Trump declarou que seu país lançaria ataques "muito fortes" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".

O presidente alegou que as autoridades iranianas estão "possivelmente tentando reconstruir" uma instalação nuclear.

"Atacaremos esse local. Qualquer lugar onde eles estejam sequer pensando em armas nucleares, atacaremos com muita, muita força", prometeu ele durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em uma reunião com o presidente libanês, Josef Aoun.

Trump enfatizou que, apesar do constante conflito com o Irã, existe um "diálogo nos bastidores" entre os dois lados. Ele esclareceu que não tem "nenhum interesse" em realizar uma reunião diplomática até que os iranianos "estejam prontos para se encontrar de forma significativa"

Confronto se intensifica