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Empresa do cunhado de Cristiano Ronaldo é alvo de operação contra rinhas de galo

A defesa do parente do jogador alega que eles não têm nada a ver com o suposto crime que está sendo investigado pela polícia.
Empresa do cunhado de Cristiano Ronaldo é alvo de operação contra rinhas de galoGettyimages.ru / Anuwar Hazarika / NurPhoto

Uma operação policial no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, visando granjas avícolas, colocou a família do astro do futebol Cristiano Ronaldo sob os holofotes, já que uma das granjas investigadas pertence ao empresário Alexandre Bertolucci, marido de Katia Aveiro, irmã do atacante português.

Segundo relatos da imprensa local, a operação foi realizada em três granjas avícolas localizadas nos municípios de Gramado e Igrejinha, após denúncias de supostas atividades ilegais relacionadas a maus-tratos a animais.

O comissário Gustavo de Mattos Brentano afirmou que as inspeções encontraram aproximadamente 1,5 mil aves da raça Mura, galo de briga originário da Ásia, conhecido por sua musculatura impressionante e agressividade, cujo valor de mercado varia de R$ 20 mil a R$ 30 mil (entre US$ 3,9 mil e US$ 5,9 mil).

Muitas das aves nas instalações de criação apresentavam sinais de maus-tratos e ferimentos visíveis. Portanto, a investigação se baseia na suspeita de que esses centros treinavam e vendiam os animais para rinhas de galo clandestinas, prática estritamente proibida no Brasil e sujeita a sanções penais.

Durante as buscas, os agentes apreenderam telefones celulares, documentos comprovando transações comerciais e uma arma de fogo. No entanto, as autoridades não especificaram qual das três propriedades revistadas continha as irregularidades e o armamento.

A defesa de Bertolucci afirmou que sua empresa opera dentro dos limites da lei, e seu advogado, Lucio Constantino, declarou que a criação de aves de seu cliente não está ligada a rinhas de galo ilegais, mas sim ao melhoramento genético especializado de galos, galinhas e pintinhos, seguindo altos padrões de proteção sanitária.

Por sua vez, as autoridades indicaram que continuarão a investigação para esclarecer a origem exata das aves e determinar o possível envolvimento de outros indivíduos no crime de associação ilícita.