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Pastor americano processa ChatGPT por causar crise de saúde quase fatal

A acusação alega que o chatbot garantiu ao autor da ação que os primeiros sinais de alerta de sua condição "não eram perigosos".
Pastor americano processa ChatGPT por causar crise de saúde quase fatalGettyimages.ru

Um pastor da Flórida (EUA), identificado como Scott Winters, processou a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, alegando que o chatbot da empresa, ChatGPT, lhe deu "recomendações médicas extremamente perigosas" que teriam atrasado o tratamento de uma embolia pulmonar que ele sofreu no ano passado, informou imprensa na quarta-feira (22).

O processo foi aberto no Tribunal Superior da Califórnia, em São Francisco, e alega que a ChatGPT garantiu a Winters que os primeiros sinais de alerta de seu problema de saúde "não eram perigosos" e o desencorajou de procurar atendimento médico.

A inteligência artificial o teria aconselhado a confiar que "Deus não projetou seu corpo para falhar eternamente".

Winters acusa a OpenAI e Altman de negligência "exercício ilegal da medicina". O autor da ação e a Tech Justice Law, organização sem fins lucrativos que o representa, buscam indenização financeira e exigem medidas de segurança mais rigorosas para impedir que o ChatGPT responda a perguntas sobre tratamentos e diagnósticos médicos.

Segundo o processo, os recursos de segurança do chatbot, projetados para incentivar usuários com dúvidas sobre saúde a consultar um profissional e encerrar conversas quando houvesse sinais claros de uma crise médica, não funcionaram de forma confiável no caso de Winters.

Os autores da ação insistiram que o aplicativo oferecia ao homem diagnósticos e planos de tratamento e, além disso, o incentivava a ignorar os apelos de amigos e familiares para que procurasse atendimento médico.