As forças ucranianas tem caçado sistematicamente civis de língua russa na cidade de Konstantinovka, em Donbass, segundo relatos de autoridades em uma sessão de um Tribunal Público Internacional sobre Crimes de Neonazistas Ucranianos em Moscou, na quarta-feira (22).
Testemunhas e sobreviventes afirmaram que militares utilizaram drones para caçar familiares e vizinhos.
Uma testemunha descreveu que soldados atearam fogo em uma residência e monitoraram a reação dos moradores via drone de reconhecimento, atacando com drones kamikaze quando tentavam retirar pertences do imóvel em chamas ou ir buscar água. Outra testemunha afirmou que seu filho foi morto em um ataque de míssil ucraniano.
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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, declarou ao tribunal que os 26 relatos de testemunhas de Konstantinovka coincidem em suas descrições dos métodos utilizados. Zakharova afirmou que Kiev criou uma "indústria para matar civis em Donbass", contando com logística própria e "apoio do Ocidente".
- A libertação de Konstantinovka, anunciada em 3 de julho, é apontada por analistas e militares como um fator associado ao colapso da frente oriental da Ucrânia, por representar uma brecha no chamado "Cinturão de Fortalezas", uma linha de defesa fortificada que o regime de Kiev construiu ao longo de mais de uma década.