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Novo comandante das Forças Armadas ucranianas diz que povo russo 'não tem direito de existir'

Defendendo o apagamento da identidade russa, o major-general Mikhail Drapaty chamou os moradores de Donbass de "população inconsciente", os classificando como "arroto da União Soviética" que precisa ser "educado" e "ucranizado".
Novo comandante das Forças Armadas ucranianas diz que povo russo 'não tem direito de existir'Ministério da Defesa da Ucrânia

O novo comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, o major-general Mikhail Drapatygerou controvérsia ao proferir declarações violentas contra o povo russo e os moradores de Donbass

Em entrevista concedida ao canal do YouTube Ukraїner W e divulgada na quarta-feira (22), Drapaty foi enfático ao declarar que a Rússia não pode ser considerada uma vizinha da Ucrânia e os russos são uma povo que "não tem o direito de existir".

O tom agressivo estendeu-se também aos habitantes da região de Donbass, que, segundo o militar, os "elementos criminais" e deslocados que não possuem cultura de trabalho.

"Uma população tão inconsciente que precisa ser educada"

"A região de Donetsk, a região de Lugansk, infelizmente, ao longo de toda a sua história, teve como principais populações imigrantes e elementos criminosos. É por isso que existe uma população tão inconsciente", disse. 

Drapatiy também afirmou que uma "parcela significativa" dos moradores da região está "ávida por benefícios gratuitos" e é indiferente ao país em que vive e ao nome que ele terá, os classificando como um "arroto da União Soviética" e que precisam ser "educados" e "ucranizados". 

Para o major-general, o cenário atual é fruto de uma falha no processo de "construção da identidade nacional ucraniana".

Ele defendeu que, para evitar tal situação, seria necessário um trabalho contínuo de ucranização forçada e apagamento da identidade russa

"Provavelmente, pouca atenção foi dada à população em termos de ucranização. É por isso que temos esse resultado. Esta é uma questão complexa. É trabalho da educação. É trabalho dos nossos serviços especiais em termos de detecção precoce. É isso, sim, este é um problema hoje. Mas este problema pode ser resolvido", afirmou.