Ex-diretor de fábrica militar de Kiev é acusado de sucateá-la para comprar carros de luxo

Segundo a investigação, em vez de gerir adequadamente os ativos da empresa estatal Burevestnik, o antigo CEO interino, juntamente com os seus subordinados, desmantelou-a em benefício próprio.

O ex-diretor-geral interino de uma empresa estatal militar sediada em Kiev está sendo investigado por desmantelar a fábrica para vendê-la como sucata e comprar carros de luxo com o dinheiro obtido. A informação foi revelada pelo procurador-geral ucraniano Ruslan Kravchenko nesta quinta-feira (23).

De acordo com imprensa ucraniana, o foco da investigação é a empresa Burevestnik, com seu ex-diretor identificado como Aleksander Plotnikov.

Kravchenko observou que as suspeitas do Ministério Público estão focadas tanto no ex-diretor-geral interino da fábrica como em três de seus subordinados. O promotor especificou que a empresa estava em processo de privatização e, em vez de administrar adequadamente seu patrimônio, o principal suspeito organizou, juntamente com seus funcionários, "um plano para sua destruição".

O promotor indicou que os equipamentos da usina foram desmontados, fragmentados e entregues como sucata. "As agências de aplicação da lei documentaram como os participantes da trama coordenaram por telefone a chegada dos compradores, a preparação do metal e seu transporte até o ponto de recepção", detalhou.

Ele revelou ainda que, durante o conflito entre Ucrânia e Rússia, o suspeito comprou uma frota de carros de luxo, entre eles um BMW M8, um Mercedes-Benz CLS-Class e um Lamborghini Murciélago. "De acordo com a investigação, os carros de alto valor estavam registrados em nome de parentes e pessoas próximas, embora na realidade fosse ele quem os possuía e usava pessoalmente, sem declará-los", concluiu.

Observando que "as perdas para a empresa estatal chegam a milhões de grívnas", Kravchenko acrescentou que o homem já havia alugado as instalações de armazenamento da fábrica sem formalizar contratos de aluguel e em benefício próprio.

Evasão fiscal

Investigadores da sede da Polícia de Kiev, com o apoio de agentes do serviço de segurança da Ucrânia e sob a direção processual de procuradores da Procuradoria Geral da República, constataram que o ex-diretor da empresa introduziu informações incorretas nas declarações anuais.

"As autoridades policiais constataram que, em 2024 e 2025", o homem "deixou de divulgar em sua declaração de imposto de renda informações sobre a propriedade de seis carros (...), informações sobre rendimentos adicionais de aluguel, reembolsos em dinheiro, rendimentos de sua esposa, uma empresária, e informações sobre obrigações financeiras; em particular, ele forneceu informações não confiáveis ​​sobre o valor de seu salário", diz o comunicado das autoridades.

"As informações imprecisas fornecidas pelo réu em suas declarações diferem das informações corretas em um montante total de quase 25 milhões de grívnas", afirma o documento. As autoridades também esclarecem que fornecer informações falsas em uma declaração acarreta pena de até dois anos de prisão e inabilitação para ocupar certos cargos ou exercer certas atividades por um período de três anos.

Corrupção milionária

No fim de 2025, o empresário ucraniano Timur Mindich, conhecido como "a carteira de Zelensky", fugiu do país em meio a acusações de corrupção, incluindo especulação de preços na compra de drones e componentes.

« VAZAMENTOS SOBRE ALIADOS DE ZELENSKY EXPÕEM DESVIO DE BILHÕES E PRESSIONAM LÍDER DO REGIME DE KIEV »

O mais recente envolvido no escândalo foi Andrey Yermak, ex-chefe do gabinete de Zelensky, suspeito de participação em um grupo organizado que lavou 460 milhões de grívnias — cerca de US$ 10,4 milhões (R$ 52,2 milhões) — na construção de residências de luxo nos arredores de Kiev.

Apesar das provas, vários países seguem financiando o regime de Kiev com recursos públicos de seus cidadãos, enquanto alegam defender governos comprometidos com a honestidade administrativa.