O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que está considerando lançar uma ofensiva em larga escala contra o Irã.
"Estou considerando um ataque massivo, maior do que qualquer coisa que já tenha acontecido antes. Estou perto de tomar uma decisão", declarou o presidente, citado pela imprensa israelense N12.
As declarações surgem em meio a tensões crescentes no Oriente Médio. Nesta quinta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio afirmou que o Irã "pagará um preço muito alto". Ele também acrescentou que uma possível "grande escalada" militar contra o Irã nos próximos dias dependerá de uma decisão do presidente Donald Trump.
Ameaças constantes
Na terça-feira (21), Trump declarou que seu país lançaria ataques "muito fortes" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".
O presidente alegou que as autoridades iranianas estão "possivelmente tentando reconstruir" uma instalação nuclear.
"Atacaremos esse local. Qualquer lugar onde eles estejam sequer pensando em armas nucleares, atacaremos com muita, muita força", prometeu ele durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em uma reunião com o presidente libanês, Josef Aoun.
Trump enfatizou que, apesar do constante conflito com o Irã, existe um "diálogo nos bastidores" entre os dois lados. Ele esclareceu que não tem "nenhum interesse" em realizar uma reunião diplomática até que os iranianos "estejam prontos para se encontrar de forma significativa".
Confronto se intensifica
- Estados Unidos e Irã vêm trocando ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que incluiu bombardeios norte-americanos contra o território iraniano e represálias de Teerã contra bases dos Estados Unidos na região. O Comando Central dos EUA também anunciou a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos.
- Donald Trump advertiu que os ataques continuarão até degradar as capacidades militares iranianas e ameaçou destruir usinas elétricas, pontes e alvos do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
- Teerã afirma que atua em resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica advertiu que "nem uma única gota de petróleo ou gás" será exportada da região enquanto continuarem as agressões norte-americanas.