Uma equipe liderada por cientistas da Universidade da Califórnia, Riverside, concluiu que a vida extraterrestre teria poucas chances de prosperar em exoplanetas rochosos menores que Marte, informou o Space.com na quarta-feira (22).
O estudo, publicado na revista The Planetary Science Journal, baseou-se em simulações das atmosferas de mundos semelhantes à Terra de tamanhos variados, localizados em zonas habitáveis ao redor de estrelas semelhantes ao Sol. Embora essas regiões sejam geralmente consideradas favoráveis à vida, um planeta muito pequeno pode não ser capaz de reter sua atmosfera por tempo suficiente.
Resultados
Os resultados indicaram que, para preservar uma atmosfera por bilhões de anos — o mínimo estimado para o surgimento de vida complexa — um planeta precisaria ter pelo menos 80% do diâmetro da Terra. Em casos excepcionais, esse limite poderia cair para 60%.
De acordo com os pesquisadores, mundos menores perdem sua atmosfera mais facilmente porque têm menos gravidade, campos magnéticos mais fracos e atividade vulcânica mais limitada. Isso também reduz a liberação de dióxido de carbono, um elemento essencial para a reposição da atmosfera.