O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que não sabe se China e Rússia estão ajudando o Irã, mas que, "pelo menos até agora, isso não foi nada significativo".
"Não sei se estão facilitando as coisas para eles. Posso dizer que o presidente Xi [Jinping] afirmou que não vai participar. E o presidente [Vladimir] Putin disse a mesma coisa. Acho que, sabem, confio neles", declarou a jornalistas ao ser questionado sobre o tema.
Ao mesmo tempo, afirmou que Moscou e Pequim mantêm com Teerã "uma relação de longa data". "Pode haver algumas coisas que façam. Mas, pelo menos até agora, isso não foi nada significativo. Não acredito que queiram me decepcionar", concluiu.
Ainda nesta sexta-feira (24), Trump advertiu Rússia e China de que "seria muito prejudicial" vender armas ao Irã. Ele também afirmou acreditar que nenhum dos dois países participa da guerra dos EUA contra a República Islâmica.
Nova escalada bélica
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os ataques continuarão até reduzir as capacidades militares do Irã. Ele também ameaçou atingir usinas de energia, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
Após um frágil cessar-fogo acordado em abril, o conflito entre os dois países se intensificou, quando Trump declarou encerrado o acordo com a República Islâmica e a acusou de bombardear navios mercantes no Estreito de Ormuz. Desde então, ocorreram intensas trocas de ataques, com bombardeios norte-americanos que atingiram inclusive infraestrutura civil iraniana, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos Estados Unidos na região. Além disso, Washington restabeleceu o bloqueio militar aos portos iranianos.
Na quarta-feira (22), Donald Trump lançou uma advertência ao Irã em meio à nova escalada entre os dois países. O presidente ameaçou bombardear uma ponte ou uma usina elétrica para cada ataque que a República Islâmica realizar contra um navio no Estreito de Ormuz. Um dia antes, Trump havia afirmado que os Estados Unidos realizariam ataques "com muita força" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".
- Teerã sustenta que suas ações são uma resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. Nesse contexto, a Guarda advertiu que não será exportada "nem uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto continuarem as agressões americanas.