UNESCO contraria Israel e inclui área da Cisjordânia e castelos do Líbano em lista de risco

Decisão foi aprovada durante reunião na Coreia do Sul por meio de um procedimento de emergência devido aos conflitos na região.

A UNESCO contrariou Israel e incluiu nesta sexta-feira (24) o sítio arqueológico de Sebastia, na Cisjordânia ocupada, e cinco castelos no sul do Líbano nas listas de Patrimônio Mundial e de Patrimônio Mundial em Perigo.

A decisão foi aprovada durante reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, em Busan, na Coreia do Sul. Segundo a agência da ONU, a medida foi adotada em caráter de emergência devido aos conflitos na região.

Israel tentou impedir a aprovação, mas os Estados-membros da UNESCO mantiveram a inclusão dos locais, informou a Al Jazeera.

Local sagrado na Cisjordânia

Segundo as tradições cristã e islâmica, Sebastia abriga o túmulo de João Batista.

Autoridades palestinas defendem que a classificação internacional ajudará a proteger o sítio arqueológico diante de planos israelenses para ampliar o controle sobre a área.

Castelos no Líbano

A lista também passou a incluir cinco fortalezas na região de Jabal Amel, no sul do Líbano.

O Ministério da Cultura libanês afirmou que bombardeios israelenses destruíram o Castelo de Shamaa e colocaram o Castelo de Beaufort em risco. Israel contestou a acusação.

O ministro das Relações Exteriores de Israel afirmou que a inclusão de Sebastia na lista da UNESCO busca apagar "a ligação do povo judeu com esta terra".