Irã leva à ONU ataque contra navio mercante no mar Cáspio

A chancelaria iraniana afirmou que a ação causou a morte de um marinheiro e pediu uma resposta do Conselho de Segurança da ONU e dos países europeus.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã pediu neste sábado (25) que a comunidade internacional responda ao ataque realizado por forças ucranianas contra um navio mercante do país no mar Cáspio.

Segundo a chancelaria, a ação provocou uma explosão na embarcação, matou um marinheiro e deixou outro ferido. Teerã solicitou que governos e organismos internacionais responsabilizem o regime de Kiev pelo ocorrido.

"Qualquer parte interessada na paz e na segurança na Europa Oriental e nas regiões vizinhas deve adotar uma posição responsável diante desta ação perigosa do regime ucraniano e exigir que as autoridades ucranianas prestem contas por este ato criminoso e provocador", afirmou o ministério em comunicado citado pela agência IRNA.

A pasta declarou que o Irã não participa do conflito na Ucrânia e dirigiu seu apelo ao Conselho de Segurança da ONU, aos países europeus e aos demais integrantes das Nações Unidas.

Teerã cita violação do direito internacional

De acordo com o comunicado, "ao atacar um navio mercante iraniano, o regime ucraniano não apenas cometeu uma violação do direito internacional, mas também busca, de forma perigosa, semear a guerra e a insegurança".

A chancelaria acrescentou que a República Islâmica "não hesitará em defender seus interesses nacionais e sua segurança de acordo com os princípios e normas fundamentais do direito internacional".

Teerã também afirmou que "as consequências do aventureirismo" do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, serão "responsabilidade desse regime e de seus apoiadores e instigadores".

Antes da manifestação iraniana, Vladimir Zelensky declarou que as forças ucranianas haviam obtido "resultados excelentes em ataques de longo alcance" nas águas do mar Cáspio.

Segundo ele, os alvos incluíram "embarcações que transportavam carga militar do Irã e um navio de guerra".