
'Uma exigência justa e humana': comandante iraniano faz apelo à Arábia Saudita sobre Iêmen

O brigadeiro-general Esmail Qaani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), fez um apelo à Arábia Saudita em meio à escalada das tensões entre Riad e os houthis no Iêmen.
O comandante pediu o fim do bloqueio imposto ao Iêmen há 11 anos, afirmando que essa é uma reivindicação "justa e humana" do povo iemenita.
"Espera-se que o governo saudita aprenda com a experiência do comportamento imprudente e custoso dos Estados Unidos e ponha fim ao bloqueio de um país muçulmano com uma população de mais de 38 milhões de habitantes", declarou.

Qaani também afirmou esperar que a Arábia Saudita, que "se considera serva dos Dois Santuários Sagrados" — referência às mesquitas de Meca e Medina —, em vez de "continuar a guerra e a pressão contra uma nação muçulmana oprimida", utilize seu poder e seus recursos para apoiar o povo palestino e enfrentar "os crimes do regime sionista".
Por fim, o comandante afirmou que lutar para salvar Gaza é motivo de orgulho, enquanto manter o bloqueio contra o "povo iemenita oprimido" não é.
Confronto entre Arábia Saudita e Iêmen
O confronto ocorre em meio à tensão entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, que se intensificou com uma troca de ataques que ameaça abrir uma nova frente no Oriente Médio. Após bombardeios sauditas contra posições houthis na cidade de Hodeida na madrugada de sábado (25), o movimento iemenita respondeu com mísseis contra território saudita.
A troca de hostilidades ocorre em um clima de tensão máxima, após o anúncio de um bloqueio naval houthi contra a Arábia Saudita e os recentes ataques contra vários de seus navios.
Na segunda-feira (20), o movimento informou o fechamento do estreito de Bab el Mandeb para embarcações sauditas, uma rota comercial estratégica que separa o Iêmen de Djibuti e da Eritreia e que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Oceano Índico. A medida foi ordenada como uma retaliação do tipo "olho por olho" ao cerco imposto por Riade e aos recentes bombardeios ao aeroporto de Sanaa.
