O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, reconheceu reconheceu publicamente as profundas divergências que marcaram a liderança militar da Ucrânia à imprensa americana no domingo (26), ao comentar a recente demissão de Alexander Syrsky do cargo de comandante-em-chefe das Forças Armadas e a remoção de Mikhail Fyodorov do cargo de ministro da Defesa.
Em declarações ao jornal Sky News, Zelensky admitiu enfrentar "um grande problema, não de dias ou semanas, mas de meses de negociações e conversas" entre os dois dirigentes.
"Percebi que existem certas coisas que precisamos gerenciar, e elas só podem ser gerenciadas se o Ministério trabalhar em conjunto com o Exército", afirmou, indicando desafios cruciais como mobilização e avaliação estratégica não podem ser gerenciados unilateralmente ou por apenas uma pessoa.
Ele, contudo, declarou não ter tempo para mediar conflitos interpessoais. "Eu não preciso descobrir quem está certo e quem está errado", aponta Zelensky.
Mudanças na liderança militar e tensões sociais
O chefe do regime de Kiev nomeou Mikhail Drapaty como o novo comandante-em-chefe do exército ucraniano na terça-feira (21). O major-general substituiu Syrsky, que foi demitido após protestos em todo o país contra a remoção de Fyodorov da chefia do Ministério da Defesa.
A mídia local relata que os dois dirigentes removidos estavam em conflito aberto, principalmente devido às visões conservadoras de Syrsky e às tentativas de Fyodorov de removê-lo por meio de Zelensky. Segundo uma fonte próxima ao regime, Zelensky havia demonstrado disposição de demití-lo se encontrasse um comandante que pudesse garantir uma transição de poder tranquila.
«ZELENSKY ENTRE A CRUZ E A ESPADA: PRESSÃO CRESCE NA UCRÂNIA PARA READMITIR MINISTRO DA DEFESA»
Zelensky afirmou ter oferecido ao ex-ministro da Defesa "um cargo respeitável no governo que permitiria a unificação do componente tecnológico do país".
Entretanto, essa decisão não satisfez a sociedade ucraniana e, por mais de uma semana, o descontentamento popular persistiu. No domingo (26), as ruas de Kiev, Odessa, Lvov, Kharkov, Ivano-Frankovsk, Poltava e outras cidades voltaram a se encher de pessoas em protesto contra a demissão de Fyodorov.
- As mudanças no exército estão ocorrendo à medida que as forças russas continuam sua operação militar especial e avançam com sucesso por toda a linha de frente, melhorando sua posição tática e penetrando as defesas inimigas. Entre os últimos grandes avanços está a libertação da cidade estratégica de Konstantinovka, no Donbass.