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Rússia recorda crianças mortas em Donbass em meio a novos ataques e à crise ucraniana

Putin considera que as execuções de civis por tropas ucranianas são uma expressão do neonazismo. Paralelamente, a Europa reconhece o fracasso de suas sanções, enquanto Kiev enfrenta uma crise de mobilização.
Rússia recorda crianças mortas em Donbass em meio a novos ataques e à crise ucraniana

Ao menos sete pessoas morreram nesta segunda-feira (27), entre eles menores de idade, e vários outros ficaram feridos em uma nova onda de ataques ucranianos com drones contra diferentes regiões da Rússia. Em meio à ofensiva, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os crimes do regime de Kiev contra a população estão relacionados à disseminação da ideologia neonazista.

Nova série de ataques contra a população civil

A correspondente da RT Maria Starostina informou que foi registrada uma nova série de ataques contra várias localidades russas.

"Trata-se da região fronteiriça de Belgorod, da região de Rostov e da República Popular de Lugansk, entre outras. Entre os alvos estavam edifícios residenciais, casas particulares e também automóveis", afirmou a jornalista.

Nesse contexto, Starostina destacou que "novamente há vítimas entre a população civil". "Pelo menos sete pessoas morreram. Também há feridos com diferentes graus de gravidade entre as vítimas. Há menores de idade", detalhou.

Além disso, ela lembrou que, nesta segunda-feira, a Rússia celebra o Dia da Memória das Crianças Assassinadas no Donbass.

Em diferentes partes do país são realizados atos comemorativos, nos quais "as pessoas levam bichos de pelúcia e flores aos monumentos, neste caso na cidade de Donetsk, e também acendem velas para homenagear a memória das pessoas que chamam de anjos de Donbass", descreveu a correspondente.

Civis na mira

"Os civis estão na mira dos ataques do regime de Kiev", afirmou Starostina.

A jornalista destacou que "o ataque deste fim de semana contra um centro de lazer na região de Zaporozhie é mais uma prova dessas políticas hostis". As imagens registradas pela equipe da RT no local "demonstram que os civis, inclusive crianças, estavam entre os alvos, e as consequências dessa agressão são muito graves", acrescentou.

Putin comentou a postura do regime de Kiev e mencionou, em particular, o papel dos países ocidentais.

"Com o objetivo de enfraquecer o Estado russo e provocar uma divisão social em nosso país, tentaram sufocar nossa economia, o sistema financeiro e o setor bancário, assim como minar o potencial científico, industrial e educacional. Inclusive, ao perceberem que são incapazes de derrotar a Rússia no campo de batalha, passaram a apostar em métodos abertamente terroristas para lutar contra o nosso povo. Mas o povo da Rússia jamais se deixará dobrar por ninguém", declarou o presidente russo.

Problemas na UE e dificuldades de Kiev

No que diz respeito às sanções contra Moscou, a jornalista destacou que "o último pacote, o de número 21, foi aprovado com muitas dificuldades".

Segundo analistas políticos do Financial Times, citados por Starostina, "agora está muito claro que a estratégia de sanções da União Europeia contra a Rússia já não funciona". De fato, segundo alguns analistas, "esse recente pacote de sanções poderá ser o último", de modo que "não haveria novas medidas desse tipo".

Putin também destacou a ineficácia dessas medidas e os prejuízos sofridos pelos próprios países que as adotam. Nesse contexto, o presidente russo afirmou que seu país atravessa uma etapa decisiva.

"Os últimos cinco anos foram um período difícil e de enorme responsabilidade para o nosso país. Sem exagero, trata-se de uma das etapas decisivas da história da nossa pátria, um momento em que estão em jogo o destino e o futuro do nosso povo. E isso não é exagero. É justamente um momento em que, em meio a uma intensa competição, está sendo definido o contorno de uma nova ordem mundial."

A tudo isso somam-se os problemas enfrentados pelo regime de Kiev na área da mobilização. Segundo Vladimir Zelensky, a principal tarefa neste momento é intensificar a mobilização para enfrentar as Forças Armadas russas. Essas decisões, que normalmente levam ao recrutamento forçado na Ucrânia, "vão gerar uma nova onda de descontentamento popular", concluiu Starostina.