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Ex-agente da CIA explica por que os EUA não divulgam arquivos sobre assassinato de Kennedy

Em entrevista a Tucker Carlson, Jim Erdman revelou quem impede a divulgação de documentos sobre o assassinato do 35º presidente dos EUA, em 22 de novembro de 1963.
Ex-agente da CIA explica por que os EUA não divulgam arquivos sobre assassinato de KennedyGettyimages.ru / Bledsoe/Library of Congress/Interim Archives/

Burocratas e advogados americanos estão impedindo a divulgação de documentos relacionados ao assassinato de John Fitzgerald Kennedy, disse Jim Erdman, oficial de operações aposentado da CIA, em entrevista ao jornalista americano Tucker Carlson, divulgada na segunda-feira (28).

"Há inúmeros advogados se aproveitando da situação e dizendo: 'É só isso, são todos os motivos pelos quais vocês podem ter problemas com a lei'", afirmou Erdman.

Os burocratas também se opõem à divulgação. "Eles passam o dia inteiro analisando todas as implicações legais, eu acho", acrescentou o ex-funcionário.

A oposição também estaria impedindo o presidente dos EUA, Donald Trump, de exigir a divulgação, embora ele tenha o poder de fazê-lo imediatamente, explicou.

Apesar da resistência dentro do governo, a recusa em divulgar os documentos é considerada ilegal devido a uma ordem executiva com força de lei que exige sua divulgação incondicional.

Isso se soma a inúmeras votações no Congresso dos EUA a favor da divulgação e a diversas ordens executivas.

Entretanto, dentro da CIA, altos funcionários e, em certa medida, a supervisão também impedem a divulgação dos arquivos.

"Se esses documentos, esses registros operacionais, forem tornados públicos e revelarem todos os tipos de irregularidades que ocorreram décadas atrás, talvez possamos finalmente começar a corrigir esses erros e aprimorar as instituições", enfatizou Erdman.