Bet ligada ao PCC tinha registro de 'centro de educação'

Segundo a Polícia Civil, a ASX Participações era usada para operar apostas ilegais e lavar dinheiro da facção.

A ASX Participações e Tecnologia, investigada pela Polícia Civil de São Paulo por operar jogos ilegais e lavar dinheiro para o PCC, está registrada na Receita Federal como "centro de educação e plataforma pedagógica". A informação foi publicada pelo portal Metrópoles nesta terça-feira (28).

A empresa pertence a Sandro Caliari e Varlei Ramos da Silva, presos desde o fim de maio. Durante operação, a polícia encontrou R$ 500 mil em espécie escondidos em um carro de Caliari.

Segundo a investigação, a sede da ASX funcionava como centro operacional do esquema. No local, foram apreendidos cadernos com anotações financeiras, documentos de plataformas de apostas e registros sobre o fornecimento de máquinas de pagamento.

Plataforma clandestina 

A empresa também comprou a plataforma clandestina Black Vegas por R$ 1 milhão, dividido em 25 parcelas de R$ 40 mil.

De acordo com a Polícia Civil, o sistema oferecia jogos não legalizados, como "tigrinho" e jogo do bicho, e era usado para movimentar recursos do PCC.

A corporação concluiu que a atividade exercida pela ASX não correspondia ao objeto social informado à Receita. A estrutura seria destinada à administração financeira da organização investigada.

Rastro financeiro

Caliari também é dono da Aposte Fácil, licenciada para operar apostas de quota fixa pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro.

Ao final da força-tarefa, foram bloqueados 76 imóveis e mais de R$ 5,2 bilhões em patrimônio de pessoas físicas e jurídicas investigadas.