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Guerra total? Presidente eleito da Colômbia lança 'ultimato' a criminosos

"Se não se renderem, serão destituídos", afirmou Abelardo de la Espriella, sinalizando uma política de "linha dura" contra o crime.
Guerra total? Presidente eleito da Colômbia lança 'ultimato' a criminososLegion-media.ru / StringersHub

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que assumirá o cargo em 7 de agosto após o término do mandato de Gustavo Petro, lançou, em um evento de "transição regional" na terça-feira (28), um ultimato às organizações criminosas que atuam no país.

"Têm 10 dias para se render. Se não se renderem, serão destituídos, conforme previsto na lei, e vão se lembrar de mim", declarou De la Espriella.

O político enfatizou que tanto o crime comum quanto todos os grupos armados, "têm seus dias contados". A mídia destaca que, durante todas as "transições regionais" de De la Espriella, ele repetidamente promoveu uma "linha dura contra o crime".

A posição do presidente eleito é oposta à de seu antecessor, Gustavo Petro, que defendia uma chamada "paz total" para tentar desmantelar, por meio do diálogo, os grupos armados irregulares que operam na Colômbia. Em meados de julho, De la Espriella anunciou que "a Colômbia deixará para trás o modelo de falsa paz que concedeu privilégios a criminosos enquanto abandonava a segurança de seus cidadãos".

De la Espriella também afirmou que seu governo desmantelará, "dentro da estrutura da Constituição e da lei", "todas as formas de impunidade que foram protegidas sob o pretexto da paz total". Ele também prometeu governar "a partir das regiões", declarando que Barranquilla, no departamento de Atlântico, será a sede permanente da Presidência, e que conduzirá os trabalhos a partir do Palácio da Alfândega e do Batalhão Paraíso.