O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (30) que qualquer pessoa pode recorrer ao Google Maps para verificar o que está acontecendo na Faixa de Gaza, ao ser questionado sobre as restrições impostas por Israel à entrada de jornalistas independentes no enclave.
Em entrevista à ABC News, Netanyahu justificou as limitações ao acesso da imprensa alegando que Gaza continua sendo uma zona de guerra ativa, com riscos para a segurança dos profissionais.
Ao ser perguntado sobre por que não permite a entrada de repórteres independentes, o premiê respondeu que o acesso de jornalistas ocorre em alguns casos, mas destacou os perigos no território.
"Às vezes permitimos. Mas o problema é que é uma zona de guerra. Ainda há foguetes sendo lançados, minas explodindo e túneis terroristas de onde combatentes emergem. O que acontece se jornalistas forem mortos?", afirmou.
Netanyahu também alegou que Israel "não está escondendo" informações e disse que imagens disponíveis publicamente na internet permitem acompanhar a situação.
"Qualquer pessoa pode usar um mapa do Google para descobrir exatamente o que está acontecendo", afirmou, referindo-se às imagens de satélite acessíveis ao público.
Assassinatos de jornalistas por Israel
Organizações como Repórteres sem Fronteiras e o Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) denunciam que a guerra de Israel contra Gaza se tornou o conflito mais letal para jornalistas já registrado na história.
Israel é acusado de matar intencionalmente dezenas de profissionais de imprensa, enquanto alegam que "não tem jornalistas como alvo" e que investiga casos específicos.