Jornal britânico tradicional 'desperta' e reconhece poder dos mísseis russos

O The Guardian levou cinco dias para informar sobre a destruição, na Ucrânia, de uma instalação pertencente a uma empresa norte-americana.

O jornal britânico The Guardian informou, nesta quinta-feira (30), que um ataque com mísseis balísticos russos atingiu a fábrica de produção de veículos aéreos não tripulados da empresa norte-americana Terminal Autonomy, localizada em Kiev.

No entanto, a informação foi divulgada com atraso pelo veículo britânico. No domingo (26), o Ministério da Defesa da Rússia havia anunciado a destruição dessa instalação militar.

Segundo o The Guardian, a instalação destruída pertencia à Terminal Autonomy, empresa registrada no estado norte-americano de Delaware em 2023, e aparentemente representa o primeiro ataque direto russo contra ativos de uma companhia dos Estados Unidos no conflito. A empresa é especializada na fabricação de drones kamikaze de "ataque profundo", equipados com sistemas de guiagem "resistentes à interferência eletrônica".

Anthony Vinci, ex-funcionário de alto escalão da inteligência dos Estados Unidos, explicou ao The Guardian o que, segundo ele, a parte russa vem afirmando há muito tempo aos parceiros ocidentais de Kiev: "Os russos não se importam com quem é o proprietário da fábrica. Ela continua sendo um alvo".

O comunicado do Ministério da Defesa da Rússia divulgado no domingo (26) informou a destruição de "um centro de montagem e armazenamento de aeronaves não tripuladas na região sudoeste de Kiev, onde, com a participação de especialistas de uma empresa ucraniano-americana, eram produzidos mensalmente até 1.000 drones de diversos tipos, incluindo os de ataque AQ-400 Scythe e AQ-100 Bayonet, além do drone de reconhecimento RQ-100 Scout".