Investigando a mina Kirovskaya, situada na península de Kola, na Rússia, pesquisadores identificaram um mineral até então desconhecido pela ciência, conforme divulgado pela imprensa russa neste sábado (1º).
A equipe multidisciplinar, formada por especialistas do Centro Científico de Kola da Academia Russa de Ciências, da Universidade Estadual de São Petersburgo e do Museu Mineralógico A. E. Fersman, batizou a descoberta como "кольский ашкрофтин" (ashcroftita de Kola).
O mineral se destaca por ser um verdadeiro arquivo químico da crosta terrestre: sua composição inclui ítrio, elemento de terras raras, além de silício, potássio, sódio, cálcio, manganês e flúor. É justamente a presença desses últimos três componentes que confere singularidade ao exemplar, diferenciando-o da ashcroftita clássica.
Segundo o Ministério da Educação e Ciência da Rússia, seu valor comercial é impressionante, indicando que uma fina camada sobre a rocha alcança US$ 145 por milímetro, superando significativamente a cotação do ouro.
- A ashcroftita clássica se trata de um silicato rosado, transparente, frágil e extremamente raro. Os maiores depósitos se localizam na Groenlândia, com ocorrências também registradas no Canadá e na Itália.