México fecha escolas militarizadas após feminicídio de adolescente de 13 anos

O governo mexicano determinou na quarta-feira (29) o fechamento de todas as instituições educativas militarizadas do país após o feminicídio de Dafne Zapata Quintos, uma adolescente de 13 anos. A menor faleceu em 16 de julho durante um acampamento de verão na Academia Militarizada Marina Doenitz, em Tamaulipas.
De acordo com a imprensa mexicana, a autópsia revelou que a causa da morte foi asfixia por imersão, além de contusões e marcas de maus-tratos recentes. A família denuncia que a menina sofreu torturas, incluindo afogamento em sanitário e forte impacto na cabeça.
Alejandra Quintos, mãe da vítima, recebeu um vídeo em que sua filha, visivelmente ferida e com dificuldade para falar, dizia estar bem — aparentemente sob pressão dos responsáveis.
MUERE EN FORMA SOSPECHOS LA NIÑA DE 13 AÑOS DAFNE ZAPATA QUINTOS en la ACADEMIA MILITARIZADA de MARINA DOENITZ #Madero#tampico#tamaulipas
— Menny ALERTA DE RIESGO (@MennyValdz) July 17, 2026
Se supo que la obligaron a grabar este video Si OBSERVAS VERAS QUE ELLA SE ENCUENTRA MAL -Probable derrame "ICTUS"https://t.co/rfliBicgxnpic.twitter.com/Qtu9lwlxNz
Três pessoas foram detidas pelo crime. Danna Yanina, de 18 anos, auxiliar da academia, foi a primeira presa, embora familiares e ex-alunos protestem afirmando que ela também seria vítima.
Posteriormente, foram detidos Jorge Luis P., diretor do estabelecimento, e Estrellita N., instrutora da área feminina, apontada como possível executora material dos atos que causaram a morte.
Repercussões políticas
Após a morte de Dafne, outros estudantes revelaram receber golpes, humilhações e serem obrigados a comer o próprio vômito. A família propõe a "Lei Dafne", buscando estabelecer protocolos de segurança para acampamentos militarizados e instituições similares.
Diante do escândalo, a Secretaria de Educação Pública (SEP) anunciou que "para o início do ciclo escolar 2026-2027, em 31 de agosto de 2026, deverá garantir-se que nenhuma instituição preste serviços educativos sob a denominação ou modalidade 'Militarizada', 'Militar', 'Castrense' ou qualquer outra análoga".
O secretário Mario Delgado enfatizou que "não pode haver uma verdadeira transformação educativa se permitimos qualquer expressão de violência".

