
China avisa que não abrirá mão de seu modelo econômico em negociações com o Ocidente

A China definiu limites inegociáveis sobre seu modelo econômico para as negociações comerciais previstas com os Estados Unidos e a União Europeia ao longo deste ano, em meio às tensões comerciais com o Ocidente. As informações foram divulgadas pela agência Reuters neste domingo (2).
Diante das críticas ocidentais que classificam seu modelo como mercantilista, Pequim afirma que sua abordagem responde às necessidades de um país em processo de convergência econômica.
O governo chinês também sustenta que os avanços tecnológicos e produtivos do país oferecem benefícios concretos à economia mundial.
Defesa do modelo chinês

Pequim rejeitou ainda, por meio de seu ministério do Comércio, as acusações de "suposta sobrecapacidade industrial". Em documento oficial, a pasta classificou os argumentos como falhas lógicas com motivações ocultas.
O primeiro-ministro Li Qiang também contestou os alertas sobre um "choque chinês 2.0", cenário em que empresas chinesas deslocariam concorrentes ocidentais na manufatura avançada. Li apresentou esse processo como uma "oportunidade China 2.0" para a economia mundial.
