A Polícia Federal solicitou a abertura de um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi revelado em 31 de julho pelo portal Metrópoles.
A solicitação tem relação com as investigações sobre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e com a atuação de empresários que buscavam contratos com órgãos do governo federal.
Relação com a Dataprev
A apuração cita Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT, que teria buscado negócios na Dataprev e em outros órgãos. A PF suspeita que ele tenha atuado com o Careca do INSS e com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Em diálogos analisados pelos investigadores, apareceu a menção a "Cléber na Data".
A investigação também identificou uma viagem de Cleber Ribas e Lulinha para Foz do Iguaçu em 15 de dezembro de 2024, com passagens emitidas sob o mesmo localizador. Segundo a PF, o registro pode indicar que o empresário pagou despesas do filho do presidente.
O pedido do terceiro inquérito ainda deve ser distribuído no Supremo Tribunal Federal. O caso tramita separadamente de outro procedimento autorizado pelo ministro André Mendonça em 31 de julho.