Barriga de aluguel recusa aborto e enfrenta batalha judicial pela guarda de bebê

Em meio à disputa judicial, gestante no Alasca recusa aborto e busca garantir tratamento para recém-nascido após diagnóstico de malformação no coração.

Uma enfermeira do Alasca (EUA), McKenna West, está no centro de uma batalha judicial depois de se recusar a abortar o bebê que carrega como barriga de aluguel, informou recentemente o The New York Post.

O caso envolve uma gravidez de 35 semanas e chamou a atenção em abril de 2026, quando o feto, referido como "bebê Gabriel", foi diagnosticado com a síndrome do coração esquerdo hipoplásico, uma malformação cardíaca grave, porém tratável.

McKenna West, mãe solteira de dois filhos, firmou contrato com uma agência de barriga de aluguel em setembro de 2025 para complementar a renda. Segundo a ação judicial, os pais biológicos, naturais da Califórnia, exigiram a interrupção da gestação com base na cláusula de "aborto sob demanda" prevista no acordo. Médicos no Alasca se recusaram a realizar o procedimento tardio, e o casal teria então orientado West a viajar para Seattle.

"Nenhuma mulher deveria ser forçada a interromper a vida do bebê que está carregando — inclusive eu… O bebê Gabriel deveria ter uma chance de viver", afirmou West à mídia.

Disputa sobre o futuro do bebê

A enfermeira, que, segundo imprensa, já havia criado vínculo com a criança, recusou-se a fazer o aborto e se ofereceu para assumir integralmente a responsabilidade pela criança, isentando os pais biológicos de qualquer custo ou obrigação legal. A proposta foi rejeitada, e West foi ameaçada com um processo no valor de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,2 milhão), o que a levaria à falência. Ela então se mudou para o Texas, onde há um hospital especializado em cardiologia pediátrica.

Os pais biológicos tentam obrigar West a dar à luz na Califórnia e buscam a guarda do menino, previsto para nascer em setembro. West suspeita, segundo imprensa, que o objetivo seja impedir a cirurgia necessária logo após o parto. Em resposta, ela abriu mão de qualquer direito parental desde que o casal se comprometa a autorizar o procedimento. Eles se recusaram e discutiram com médicos a possibilidade de cuidados paliativos.

Segundo o jornal Live Action, na terça-feira passada (28), o Tribunal Superior do Alasca negou uma moção para obrigar West a se mudar para a Califórnia para dar à luz, mas também decidiu que um tribunal da Califórnia pode determinar onde West dará à luz e qual equipe médica a atenderá.