Brasil participa de exercício militar liderado pelos EUA que mira em 'eliminar ameaças' no Ocidente

Manobras reúnem forças de 19 países no Canal do Panamá. Apesar de integrar os exercícios militares, o Brasil não faz parte da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis.

O Brasil participa, a partir desta terça-feira (4), do exercício militar multinacional Panamax 26, promovido pelos Estados Unidos no Canal do Panamá e região para 'eliminar ameaças no Hemisfério Ocidental'.

As manobras reúnemforças armadas de outros 18 países e seguem até o próximo dia 13, com foco na segurança regional e no combate ao narcoterrorismo.

O anúncio foi feito pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Southcom), que também informou a mudança de nome da antiga Operação Lanças do Sul para "Força-Tarefa Conjunta Hemisfério Ocidental".

Segundo os norte-americanos, a iniciativa busca intensificar a pressão sobre cartéis de drogas e "eliminar todas as ameaças" no Hemisfério Ocidental.

Brasil de fora

Apesar de integrar os exercícios militares, o Brasil não faz parte da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis, criada pelo governo do presidente Donald Trump com a participação de 16 países latino-americanos para coordenar ações contra organizações criminosas transnacionais. México, Holanda e Reino Unido também participam do Panamax 26, mas estão fora da coalizão.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, os países envolvidos nas manobras compartilham o objetivo de detectar, interromper e neutralizar ameaças à segurança regional.